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Na devida proporção, a trajetória de vida do mariliense Luiz Antônio Duarte Ferreira, o Cai Cai, reproduziu a do apresentador de TV, Silvio Santos. As semelhanças são muitas, porém com destaque que ambos vieram de famílias humildes, foram vencedores no campo profissional e, quando convidados para ingressar na política – haja vista que sempre transbordaram de forma extremada as virtudes da competência e dinamismo -, bastava um aceno verde às urnas para que surgissem calúnias dos oportunistas de plantão. “A família em primeiro lugar”, foi assim que eles descartaram os pleitos eleitorais e optaram em continuar com as atividades humanitárias de forma reservada. Cai Cai, que até hoje também é lembrado por ter ascendido o Marília Atlético Clube à sua fase mais áurea, é grato à cidade que lhe conferiu a expressiva láurea de “Cidadão Benemérito”.

Luiz Antônio Duarte Ferreira nasceu no dia 15 de maio de 1960. Filho de Eduardo Duarte Ferreira e Laurinda Duarte Ferreira, seguiu os passos do pai no comércio de tabaco, depois ingressou no ramo gráfico através da empresa American Virgínia, empregando cerca de 5 mil pessoas em todo Brasil. Através da American Sport, administrou o MAC, levando-o à elite do futebol paulista, depois de conquistar o título da A-2 e realizar uma campanha memorável no Brasileiro da série B. Cai Cai sempre esteve ligado ao esporte. Foi bom de bola desde a categoria infantil, no fabuloso time do Liberdade. Artilheiro do amador várias vezes, com a equipe do Santa Tereza levantou o caneco em 1984. À frente do Mac sempre investiu pesado nas categorias de base, garantindo aos futuros talentos e familiares assistência médica, odontológica e nutricional, entre outros benefícios. Em todos os grandes centros do Brasil onde seus negócios prosperavam, Cai Cai sempre colocou a filantropia em primeiro plano, sem nenhum alarde. E nada mudou até hoje. O incansável trabalho social se multiplica com o auxílio de amigos de primeira hora, diminuindo o sofrimento do povo menos favorecidos. Em 2003 o então vereador Pedro Pavão foi autor do projeto que concedeu ao empresário- desportista por unanimidade o título de “Cidadão Benemérito”. Além de Pavão, integravam a Câmara Municipal à época os edis Valter Cavina (presidente), José Menezes, Albuquerque, Aldo Conelian, Clóvis Mello, Coraíni, Roberto Monteiro, Edith Salgado, Bassan, Clemente, Luiz Carlos Silva, Luís Pontes, Teruaki, Amadeu de Brito e Gobetti.

Ontem Cai Cai conversou rapidamente com o site ABC (Amigos da Bola e Cia) falando um pouco do Mac e do que pretende fazer no futuro.

ABC – Por que o senhor deixou o MAC?
Cai Cai – Percebi que meu ciclo, em 2007, havia terminado. Com a certeza da missão cumprida com o Tigre mais querido do mundo, precisa dar mais atenção à minha família e aos meus negócios. E o tempo estava muito curto. Também minha saída abriria as portas para outros empresários e desportistas comandarem o clube. Então tive que parar.

ABC – O senhor pensa um dia em assumir o MAC novamente?
Cai Cai – No momento não tenho uma resposta exata para isso, mesmo porque o MAC hoje é regido por outro grupo. Difícil fazer um prognóstico. Pode ser que aconteça. Apenas fica a certeza de muita torcida para que o time esteja bem nas competições e consiga o principal objetivo que é retornar ao topo do futebol brasileiro.

ABC – O senhor continua acompanhando a trajetória do time?
Cai Cai – Sim, mesmo estando longe torço muito pelas vitórias e às vezes acompanho alguns jogos pela internet.

ABC – Que análise faz da atual diretoria?
Cai Cai – Eu penso como qualquer torcedor… Com resultados satisfatórios é evidente que a diretoria é competente, Caso contrário, cada um deve tirar suas conclusões.

conclusões.